A água é uma das atividades favoritas de muitas crianças durante o verão. Mas pode acabar em um acidente grave e até mesmo fatal.

 A maioria dos afogamentos ocorrem em piscinas privadas e a melhor forma de evitá-los é a prevenção. Este artigo descreve várias medidas de proteção que devem ser aplicadas. Além disso, a importância de os pais aprenderem a realizar manobras básicas de ressuscitação cardiopulmonar, uma vez que, em caso de acidente, eles podem evitar um resultado fatal.

 

Causas de afogamento

Mais de 85% dos afogamentos são acidentais e 90% ocorrem em piscinas privadas, em áreas com maior desenvolvimento econômico e em períodos quentes de verão. Agora, quando uma criança cai acidentalmente em água fria e está prestes a se afogar, seu metabolismo basal cai e ela tem menos risco, de modo que o prognóstico desses acidentes seja mais favorável.

Outras causas clássicas de afogamentos por imersão, como cortar digestão ou sofrer de cãibras, não são típicas da infância. Nas crianças, o principal motivo para o afogamento é simplesmente sofrer um acidente ou um golpe enquanto se joga na água. A maioria desses acidentes acontece nos fins de semana e após o almoço, no início da tarde, quando os pais estão mais distraídos ou cansados. 

Dicas para evitar afogamento em crianças

Os pais devem saber que ensinar natação para crianças pequenas não impedem o afogamento, nem oferece proteção total, por isso é necessário manter uma supervisão contínua. Saber como nadar bem na piscina não significa que a criança esteja segura em um ambiente aquático natural, então uma criança nunca deve nadar sem a supervisão de um adulto:

  1. Fique atento: Quando seus filhos estão na piscina, na praia ou perto de uma banheira, um momento de descuido e distração pode ser fatal. Da mesma forma, mesmo se você não tira os olhos deles, infelizmente, acidentes podem acontecer.
  2. Mantenha seus filhos ao seu alcance: A distância de segurança recomendada é de um braço, o que significa que se o seu filho se afunda, você pode alcançá-lo em um único movimento.
  3. Se você tem uma piscina em casa, instale cercas de proteção em torno dela. Tenha em mente que elas devem estar constantemente fechadas e que sua presença não é sinônimo de segurança.
  4. Remova os brinquedos da piscina quando as crianças deixarem a piscina para evitar que caiam tentando pegá-las.
  5. Os sistemas de flutuação sempre devem ser usados sob a supervisão de um adulto. Esses flutuadores podem dar as crianças uma falsa sensação de segurança, mas não protegem do risco de afogamento.
  6. Esvazie as piscinas infláveis quando parar de usá-las, mesmo que sejam pequenas.
  7. Aprenda técnicas de primeiros socorros que permitem reanimar seu filho em caso de acidente.
  8. Ensine seu filho a nadar em uma idade precoce. Saber flutuar pode ser de vital importância de acidente.
  9. Não se banhe na piscina e nem permita que as crianças se banhem logo após comer para evitar um corte na digestão. Recomenda-se que não se banhe até duas horas desde a ultima ingestão de alimentos, além de molhar o pescoço, o rosto, o peito e os braços antes de mergulhar na piscina para evitar mudanças bruscas de temperatura.
  10. Os drenos da piscina devem ter dispositivos de segurança que impedem o aprisionamento ou a sucção do cabelo ou partes do corpo.

 

Afogamento secundário

  • O afogamento secundário ocorre quando o corpo e o cérebro “sentem” que vão engolir a água. Então, o que faz é produzir um espasmo da laringe para que ele se cale como proteção. A água não entra, mas o ar também não entra, o que faz ficar sem oxigênio.
  • O afogamento secundário geralmente ocorre quando a água entra nos pulmões. Podemos reanimar a criança, mas essa água é armazenada que logo se torna um edema pulmonar.

Este edema pulmonar não é um problema no início, mas após horas e até dias pode causar a morte.

  • Também temos que levar em conta que a água nas piscinas contém muitos produtos químicos. Se eles engolirem e permanecerem nos pulmões, inflamam e irritam.
  • O cloro é um grande irritante dos brônquios.
  • Após um afogamento, podemos fazer a criança expulsar parte da água e reanimar normalmente, mas ainda pode haver água nos pulmões.

Dentro de algumas horas, essa água inflama os brônquios, aparecendo assim o edema.

 

Primeiros socorros no caso da criança se afogarem

Quando resgatada a criança pode mostrar sintomas diferentes que vão desde problemas respiratórios, tosse ou vomito, até a pele azulada, agitação ou ficar sem sono.

Agora, o que podemos fazer se um pequeno cair na água? Vejamos passo a passo os primeiros socorros que podemos aplicar nessa situação:

– Retire a criança da água e avalie se ele está consciente ou não, que marcará seu curso de ação.

– Peça as pessoas presentes para pedir ajuda dos serviços de emergência.

– Se a criança estiver consciente e respirando, coloque-a de lado. Essa posição irá ajudar a expulsar a água pela tosse.

Se a criança não respirar, comece a fazer uma ressuscitação cardiopulmonar. Para fazer isso, primeiro coloque uma mão na testa e com a outra tente abrir a mandíbula. Então, fique mais perto para verificar se a criança precisa de ar. Se este não for o caso, comece a fazer as respirações boca a boca, sem esquecer de cobrir o nariz. Se a criança não responder, comece as compressões torácicas. Após quinze compressões, a respiração boca a boca é realizada novamente. São então feitas duas insuflações, seguidas novamente por 15 compressões e assim por diante, até que a criança reaja ou os serviços de emergência cheguem.

No caso de você estar sozinho e ninguém poder notificar os serviços de emergência, execute as primeiras insuflações antes de ligar. Tenha em mente que não é recomendado parar mais de 1 minuto na realização das manobras de ressuscitação.

 

Obs: Este artigo é informativo. Em nenhum caso substitui a opinião de um médico. Para qualquer dúvida, consulte um especialista.

Write a comment:

*

Your email address will not be published.


© 2018 DM360 | Atraia e Converta Mais Clientes

Follow us: